NEISSERIA MENINGITIDIS: CARACTERIZAÇÃO DE EXPOSIÇÃO E PROTOCOLO DE ATUAÇÃO NUM HOSPITAL PORTUGUÊS

Autores

Nuno Azevedo, Unidade Local de Saúde Santa Maria; José Sousa, Unidade Local de Saúde Santa Maria; Bernardo Neves, Unidade Local de Saúde Santa Maria; Afonso Aguiar, Unidade Local de Saúde Santa Maria; Bruna Friães, Unidade Local de Saúde Santa Maria; Cláudia Andrade, Unidade Local de Saúde Santa Maria; Sofia Julião, Unidade Local de Saúde Santa Maria; Gary Navarro, Unidade Local de Saúde Santa Maria; Ema Leite, Escola Nacional de Saúde Pública, Universidade Nova de Lisboa

Sinopse

A meningite meningocócica é uma infeção grave e potencialmente epidémica causada pela Neisseria meningitidis, que afeta predominantemente crianças e indivíduos imunocomprometidos. A transmissão ocorre através de gotículas respiratórias e pode resultar em complicações graves. Os profissionais de saúde que têm contacto direto e desprotegido com doentes infetados estão sujeitos a um risco acrescido, o que exige uma resposta rápida dos Serviços de Saúde Ocupacional. Objetivos: Este artigo analisa a distribuição dos profissionais potencialmente expostos à Neisseria meningitidis num hospital português ao longo da última década e discute as medidas protocolares implementadas pelo Serviço de Saúde Ocupacional na sua gestão. Metodologia: Foi realizado um estudo descritivo e observacional num contexto hospitalar em Portugal, envolvendo trabalhadores potencialmente expostos à Neisseria meningitidis notificados ao Serviço de Saúde Ocupacional entre 2015 e 2025. Resultados: Entre 2015 e 2025, foram identificadas 522 potenciais exposições de saúde ocupacional. A doença meningocócica confirmada registou uma média de 1,72 ± 1,48 casos/ano, exigindo profilaxia e vigilância. A maioria das exposições ocorreu em Cuidados Intensivos (31,6%), Medicina Interna (23,6%), Urgências (13,4%) e Pediatria (8%). Os enfermeiros constituíram o grupo potencialmente exposto com maior frequência. Conclusões: Os Serviços de Saúde Ocupacional são essenciais para identificar os profissionais de saúde expostos à doença meningocócica, garantindo a profilaxia atempada e a vigilância dos sintomas. Uma coordenação eficaz com as equipas clínicas e de controlo de infeções, a par da monitorização epidemiológica de estirpes resistentes, é crucial para orientar as estratégias preventivas e futuras decisões de quimioprofilaxia.

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Publicado

1 março 2026

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