RASTREIO DE SUBSTÂNCIAS PSICOATIVAS NO TRABALHO: UTILIDADE CLÍNICA E ENQUADRAMENTO LEGAL EM PORTUGAL
Sinopse
O consumo de álcool e de outras substâncias psicoativas em contexto laboral constitui um relevante problema de saúde ocupacional, com impacto no desempenho profissional, na segurança e na sinistralidade laboral. O rastreio toxicológico tem sido utilizado como ferramenta de apoio à prevenção e
gestão do risco, levantando, contudo, desafios técnicos, clínicos e ético-legais. Objetivos: Analisar criticamente a utilidade clínica, limitações técnicas e enquadramento legal do rastreio de substâncias
psicoativas em contexto laboral em Portugal. Metodologia: Realizou-se uma revisão narrativa da literatura científica, complementada por análise documental técnico-normativa. A pesquisa foi efetuada em bases de dados biomédicas e repositórios de saúde ocupacional, bem como em legislação e orientações nacionais relevantes. Resultados: Os resultados evidenciam que os programas de rastreio assentam maioritariamente em imunoensaios rápidos, com confirmação obrigatória por métodos cromatográficos de elevada especificidade. As diferentes matrizes biológicas apresentam janelas de deteção distintas e limitações interpretativas, exigindo integração clínica rigorosa pelo médico do trabalho. Conclusões: O rastreio toxicológico deve integrar uma abordagem preventiva e não punitiva, orientada para a promoção da saúde, segurança e reabilitação do trabalhador, sob responsabilidade central da Medicina do Trabalho.
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