BIM PARA GESTÃO DE ATIVOS EM INFRAESTRUTURA DE SAÚDE PÚBLICA: ESTUDO DE CASO DE RESPOSTA A FALHA CRÍTICA NO CENTRO DE PESQUISA, INOVAÇÃO E VIGILÂNCIA EM COVID-19 E EMERGÊNCIAS SANITÁRIAS (CPIVCES)/FIOCRUZ
Sinopse
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vem avançando na adoção do Building Information Modeling (BIM) para apoiar a operação e manutenção de ativos de infraestrutura. Este artigo apresenta um estudo de caso de aplicação do BIM para gestão de ativos no Centro de Pesquisa, Inovação e Vigilância em COVID-19 e Emergências Sanitárias (CPIVCES), edifício de aproximadamente 12.000 m² com laboratórios de biossegurança NB2 e NB3, construído com uso de BIM em 2021 [1]. Em agosto de 2025, ocorreu falha crítica em um transformador de 2500 kVA associado à alimentação elétrica do sistema HVAC, impondo risco operacional a ambientes controlados essenciais à pesquisa. A abordagem adotada integrou o modelo BIM as-built a dados históricos de manutenção preventiva e corretiva, articulados ao sistema supervisório de monitoramento em tempo real, apoiando a localização do ativo, análise de condição e histórico, planejamento de substituição e coordenação de manobras durante 21 dias de operação em contingência. Os resultados são apresentados como capacidades operacionais e informacionais observadas durante a resposta ao evento, com foco no suporte à tomada de decisão em infraestrutura crítica de saúde pública. O caso reforça a relevância do BIM orientado à operação e manutenção e contribui para a discussão sobre BIM 7D e gestão de ativos em organizações públicas de saúde.
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